Morreu, nesta quinta-feira (7), vítima de Covid-19, o cantor e
compositor paraibano Genival Lacerda, aos 89 anos. Ele estava internado na
unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular em Recife desde o
dia 30 de novembro. A família chegou a fazer campanha de doação de sangue para
o artista.
Genival Lacerda já enfrentava problemas de saúde. Em maio deste ano, ele
sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI). O artista ficou fazendo
tratamento em casa, mas com dificuldades. Em julho, colegas de profissão
fizeram uma live solidária para arrecadar recursos para o tratamento dele.
Entre as atrações do evento estavam Elba Ramalho, Flávio José, Waldonys, Tato
(Falamansa) e Fernanda Takai (Pato Fu).
A morte do cantor e compositor paraibano foi confirmada pelo filho dele,
nas redes sociais. No Instagram Story, Genival Lacerda Filho apenas escreveu:
‘Painho faleceu’. Ainda não há informações sobre o sepultamento do cantor.
O artista
Genival Lacerda nasceu em Campina Grande, em 5 de abril de 1931. Na
década de 50, foi morar em Pernambuco, onde gravou seu primeiro disco, que
tinha como faixa principal a música ‘Coco de 56’. Em 1964, Genival se mudou
para o Rio de Janeiro, por influência de Jackson do Pandeiro. Lá, o paraibano
trabalhou em casas de forró e gravou um LP.
O sucesso e a projeção nacional vieram em 1975, quando Genival Lacerda
lançou a música ‘Severina Xique-Xique’. Entre outros sucessos do paraibano,
estão ‘De quem é esse jegue?’, ‘Radinho de Pilha’, ‘Mate o Véio’ e ‘Quem Dera’.
Genival já recebeu títulos de Cidadão Pernambucano no ano de 2011 e de
Recife no ano de 2016, sendo assim considerado um filho da terra pelos serviços
prestados à cultura do estado. Ele também recebeu título de Cidadão Baiano em
2016, chegando a gravar com a baiana Ivete Sangalo a canção ‘Chevete da
Menina’.
Do correio24horas

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